Monday, November 27, 2006

de como a pirralha provinciana sobreviveu ao vestibular.

e então que eu sobrevivi à fuvest. é, foi ontem.

e presiso confessar que eu esperava beeeeeem mais da FUVEST. eu não gosto das letras maiúsculas, talvez seja esse um dos motivos pra ter usado maiúsculas em 'fuvest' hoho, mas o motivo maior e mais evidente é dar ênfase à palavra. é, eu pensei que seria mais aterrorizante.

aos devidos esclarecimentos: quase morri antes da prova.

minhas mãos tremiam. tremiam muito. eu não conseguia controlá-las e as coisas que eu me atrevia a segurar quase caíam. e além de tudo eu fiquei muda tentando engolir o choro. aliás, só me esforcei tanto pra não chorar porque meu cabelo já tava um lixo, e seria muito fim-de-carreira fazer a prova com o cabelo fodido e o delineador borrado pelas lágrimas.

mas enfim, fiquei calma quando entrei na sala e sentei no meu devido lugar. o lugar F10. atrás do F9, que por um feliz acaso era o thi fom fom. e bem pertinho do E7, que por outro feliz acaso era a lô. e digo que os acasos são felizes porque fazer a prova visualizando meus amigos foi bom, me fez ver que eu não era a única do meu mundinho a me submeter a isso. comentário importante: tive vontade de enforcar o E9. o cara começou a fazer a prova antes do fiscal autorizar. e o fiscal era outro cu-de-frango que me deu raiva. o cara da E8 teve uma dúvida e chamou o fiscal, que foi lá atender o cara e não viu que o E9 já tava fazendo a prova.

fiquei quase cinco horas fazendo a merda da prova tranqüilamente. e sem ironias, eu tava tranqüila de verdade. mas minhas mãos estavam congeladas e cheias de manchas brancas no meio do calor infernal, e vale dizer que eu não tinha sensibilidade nenhuma, não sentia nada, não sei como consegui preencher o gabarito. acho que meu nervosismo foi canalizado para as mãos, hu.

pra quem não sabe, a fuvest dá um gabarito extra na hora da prova. então a pessoa coloca as respostas no gabarito extra e pode levar pra casa depois, pra conferir o resultado e ficar se martirizando. e eu preenchi o gabarito extra. claro, não foi com a intenção de levar pra casa porque eu não queria ver o resultado tão cedo. usei o extra apenas como controle da situação. era mais fácil visualizar o que faltava ser preenchido pelo extra do que pelo gabarito oficial. quando terminei a prova chamei humildemente um dos fiscais pra ir buscar meus restos mortais que estavam junto com os papéis que precisavam ser devolvidos, enfiei minha lapiseira no bolso e levantei pra ir embora. e quando olhei para a carteira vi o tal do gabarito extra lá colado com uma etiqueta com meu nome. arranquei aquela merda de lá e fui amassando pra jogar fora enquanto saía da sala. não precisei dar cinco passos depois de passar pela porta pra encontrar uma lata de lixo. ela era negra e enorme e prepotente e me dizia que eu precisava jogar aquilo fora. estiquei a mão com o papel amassado e na hora de soltar dentro do lixo... desisti. e desisti também nas próximas cinco vezes que decidi jogar fora.

chegando em casa não resisti e liguei o pc pra ver se o gabarito oficial já tinha saído. página inicial da uol: FUVEST DIVULGA GABARITO OFICIAL. merda. fiquei um tempo pensando de clicava ou não. cliquei. depois enfiei a mão no bolso, segurei o papel amassado e fiquei pensando se tirava ou não. enfim, eu tirei do bolso e conferi o resultado. com as mãos travadas, a respiração ofegante e mordendo os lábios até sangrar, mas conferi.

FRACASSADA.

corrigi, contei os pontos, acrescentei os do enem e olhei a nota de corte dos anos anteriores.

FRACASSADA AO CUBO.

depois disso só lembro que comecei a dar feião por aqui. chorei até o cu fazer bico e dormi. dormi muito. mas hoje as coisas já não estão tão péssimas. estão apenas ruins.

Friday, November 24, 2006

uma observação.

é, eu sei que meu blógue não tem template.

um blógue, sete blógues metaforicamente contados por alguma auto-estatística sem credibilidade alguma. em sinopse, nada interessante.

é, eu não sei porque fui inventar de fazer mais um blógue. sem exagero esse é o meu sétimo domínio da blogger. enfim, é de graça, eu aproveito.

aliás, esse é um dos poréns das coisas "di grátis", sempre tem um engraçadinho que se aproveita da situação e comete exageros. mas, se não fosse por esses engraçadinhos [eu, no caso] o brasil não seria o país onde o número de blógues mais cresce. e você deve estar se perguntando "e qual a vantagem disso?". a resposta é: nenhuma. nada mais interessante do que figurar em números gigantescos sem ganhar nada por isso. ouié, estatísticas são deveras interessantes.

voltando ao assunto, eu não sei porque mais um blógue e não sei o que eu estou escrevendo. mas assim é melhor, você consegue ir do nada para o lugar-nenhum rapidamente quando faz as coisas sem objetivo claro. por exemplo, comecei falando da minha ignorância quanto à razão de ter mais um blógue e terminei nas estatísticas. coisas estranhíssimas podem acontecer quando não existe objetivo. logo eu começo um post falando das pirâmides egípcias e termino na unha encravada e infeccionada da vó da prima da vizinha da minha conhecida.

ahhh faz muito tempo que não acontecia isso, sentar na frente do computador pra escrever alguma coisa sem uma bola de boliche na garganta. saí da rotina, hu. hu.

falando em bolas de boliche e gargantas, já estava deveras estranho esse post: muitas palavrinhas formando frases sem metáforas esquisitas. é, uma metáforta esdrúxula surgindo subitamente no quinto parágrafo foi uma coisa pitoresca, um fato histórico! quer dizer, seria um fato histórico se eu não fosse um saco de metáforas esdrúxulas e ossos e carnes e cartilagens.

e esse assunto de anatomia humana me fez lembrar da minha suspeita de tendinite. é, eu imagino ter todas as doenças possíveis e impossíveis. depois de ficar algum tempo da minha vida revezando meu tempo entre desenhar, escrever, resolver exercícios de física, tocar teclado, tocar violão e digitar... meus dedos e pulsos e cotovelos começaram a doer. e minhas veias estão inchadas. acho que preciso dar um tempo às minhas pobres mãozinhas [e diga-se de passagem, mãozinhas grandes de uma pequena menininha de um metro e oitenta].

mas como parar de ocupar meu tempo com as coisas que eu amo estando a três dias do vestibular? it's impossible. se bem que ultimamente meu tempo de sono aumentou, hoje eu dormi dezoito horas seguidas. ou seja, se a única coisa que eu faço da vida além das já citadas atividades é dormir, conclui-se que minhas mãos estão tendo descanso [e a dor piorando, mas isso deve ser só um detalhezinho desprezível].

repetindo: TRÊS dias para o vestibular. e eu confesso, estou nervosa de verdade, fucking nervosa, demasiadamente nervosa, desesperadamente nervosa. absurdamente e abusivamente nervosa. nunca imaginei que pudesse ficar nesse estado por causa de uma prova idiota. uma prova tão idiota que eu cogitei seriamente a possibilidade de não ir fazer. mas enfim, eu vou fazer a prova. vou ganhar um selo de "derrotada" na testa quando fizer, e se não fizesse ganharia um selo de "derrotada-cagona-cu-de-frango". prefiro a primeira opção, menos humilhante.

e enfim percebo que acabo de ser vítima [mais uma vez] da minha "verborragice descontrolada". é, acabou o post. tenho mais o que fazer.