Saturday, December 23, 2006

a saga da família prado nos leilões e minha predisposição para o problema.

e então que uma madrugada dessas eu resolvi ligar a televisão.

já falei sobre a minha relação com a televisão? então, relação nenhuma. odeio! tenho ojeriza à televisão. acho totalmente idiota ficar perdendo tempo na frente de uma caixa estúpida. mas enfim, não posso tirar os méritos da tv. por exemplo, hoje acordei e resolvi ligar a televisão pra fingir que não ia dormir de novo [só por isso, hu] e acabei assistindo um programa na tv escola sobre topografia e outro sobre o caos apresentados por um matemático da usp. adorei! o programa sobre o caos falou muito do abstracionismo artístico, amo. mas isso é outra história, voltemos ao início.

eu liguei a televisão, peguei o controle e realizei a missão impossível de achar algo minimamente interessante nos milhares de canais toscos. de repente encontrei um canal de leilões de quadros e fiquei hipnotizada. hipnotizada de verdade, sabe? boca semi-aberta, olhos fixos na tv, ouvidos atentos, mãos imóveis. toda vez que o cara dizia "ligue pra gente e dê seu lance" eu colocava a mão no telefone. era um quadro impressionista. eu gosto dos impressionistas, das revoluções na hora de fazer as sombras, das pinceladas largas e violentas, das cores vibrantes, dos efeitos da luz do sol hu. não lembro o nome do cara que pintou o quadro, mas ele era um dos xuxuzões do impressionismo no brasil [e nem tinha tanta gente]. era uma paisagem de uma praia com um pouco de vegetação, eu não gosto de paisagens mas aquela realmente me atraiu. imagino eu que o cara nem tenha usado pincel, foi só uma espátula com cores puras. e ele conseguiu fazer uma coisa simples e mágica! enfim, era genial a técnica do quadro e eu queria comprar.

queria MUITO comprar aquele quadro. mas o lance tava em duzentos reais. algumas parcelas de duzentos, que fique claro. não me lembro quantas eram, mas a soma dava uma quantia alta que eu não poderia nem sonhar em gastar com um quadro. ai ai, leilões são legais.

então, de repente, não mais que de repente, o apresentador fechou o leilão e vendeu o quadro pra alguém de campos do jordão. n parcelas de duzentos e cinqüenta pilas. e eu só gastei sete reais em quadros na minha vida toda, sendo que estes sete reais foram aplicados na compra da tela e eu mesma pintei o negócio. então, depois que o meu quadro impressionista foi vendido, o programa acabou. raiva! quando eu gosto de alguma coisa da tv simplesmente acaba bem rápido.

depois que o programa acabou e eu desliguei a tv comecei a pensar nas histórias obscuras da minha ilustríssima família com os leilões. ou seja, o negócio é genético e eu preciso me manter longe dessas coisas. por ordem cronológica dos fatos, vou contar primeiro a história da vovó cotinha [mãe do pai zorze], que aconteceu há dezenas de anos.

vovó cotinha, um belo dia, bebeu. mas vovó cotinha não costuma beber assim sem mais nem menos, ela bebeu em uma dessas festas populares de província. e na tal festa teria um leilão de prendas. prendas, no caso, eram umas peças de vaquinhas e porquinhos mortos [coisa de cidade arcaica e interiorana ¬¬]. e então dona cota foi participar do tal leilão. poooorém, ela pensou que fosse tudo de brincadeirinha devido ao estado etílico. resultado: vovó cotinha arrematou TODAS as prendas e foi pra casa feliz e saltitante [e bêbada, diga-se de passagem].

no dia seguinte, passada e bebedeira e estando vovó cotinha de ressaca, a campainha tocou. ao abrir a porta, vovó cotinha viu um caminhão parado na porta de sua casa e um senhor dizendo que foi entregar as prendas e pegar o dinheiro do leilão. vovó pasmou e, perplexa, descobriu que o leilão não era brincadeirinha. só restava uma coisa a vovó cotinha naquele momento crítico de sua vida matusalêmica: pagar o que havia arrematado e arrumar um jeito de guardar toda aquela carne morta [argh]. no fim a senhora minha avó acabou distribuindo a carnificina de animaizinhos inocentes pela vizinhança. moral da história: vovó cotinha nunca mais combinou álcool com leilão.

agora é a vez do senhor meu pai. houve uma época em que zorze, recém-aposentado, procurava desesperadamente alguma ocupação. ele freqüentava assiduamente leilões de carros em cidades distantes. e, que fique claro, era totalmente sem motivo. mas enfim, ele é louco. depois de muitos 'divertidíssimos' leilões eu notei que zorze parara de freqüentar esse tipo de evento. seria trauma? sim! eu cheguei à conclusão de que ele parou bruscamente de ir a leilões por causa de um trauma logo depois de perguntar o porquê de ter abandonado uma atividade tão produtiva como essa.

fiquei passada quando ouvi a história! custei a acreditar, mas é a pura verdade. estava zorze sentado em sua cadeira observando o badalado leilão de carros quando, de repente, surgiu uma mosca no salão. e a tal mosca voava e ziguezagueava e fazia ruídos e explorava cada canto do recinto. até que a abençoada mosca resolveu voar nos arredores do senhor meu pai. zorze, incomodado com a presença do mosquito chato, deu um tapa no ar para espantá-lo. logo depois escutou o leiloeiro [sei lá como chamam isso] gritar "VENDIDO PARA O SENHOR DE VERDE". papai olhou para os lados e, para sua surpresa, não havia outro senhor de verde. assim, ficou com vergonha de dizer que não queria arrematar o carro. moral da história: comprou o carro, trouxe pra casa e nunca mais foi a leilões. e convém dizer que o carro era uma merda que parava de funcionar a cada cinco minutos, hu.

suponho eu que isso explique meu estado de hipnose ao encontrar um canal de leilões de quadros. minha sorte é não ter cartão de crédito nem conta bancária, senão qualquer dia desses eu compraria um quadro caríssimo e zorze me torturaria até a morte. gezuix, me livre da tentação!

como eu sou inútil, hu.

Wednesday, December 13, 2006

da série: o vestibular atrapalha a minha vida [isso porque eu ainda nem passei]. favor aumentar o espaço interno do metrô e não alimentar os animais.

e então que a unesp me obrigou a ficar uma hora em pé sob o sol escaldante garantindo meu câncer de pele dos vinte e cinco anos. fui fazer a tal prova de habilidades específicas para o curso de artes visuais lá na uninove de barra funda e tive que esperar no sol. acho que nem a maria do bairro sofreu tanto quanto eu naquele dia.

enquanto o portão não abria acabei conversando um pouco com um desconhecido. ele perguntou sutilmente "precisava trazer alguma coisa pra fazer a prova?". idiota. como pode um ser humano sair de casa pra fazer uma prova sem levar NADA? vejam bem, crianças, o garoto não tinha nada nas mãos além do rg. eu quase disse que eles exigiriam uma técnica de desenhar no canson A4 usando unicamente o rg. mas fiquei feliz, encontrei alguém mais lerdo que eu. o que vem ao caso é que eu sou a senhorita prevenilda quando se trata de lápis 6b, então cedi para o garoto um 6B e uma borracha. depois é que eu fui perceber o quanto minha atitude é retardada aos olhos dos outros. você ajudaria uma pessoa que disputa uma vaga contigo em uma universidade pública e ainda por cima você nem conhece? então, eu ajudei. eu não sou boazinha, apenas acho que as pessoas precisam de uma chance pra mostrar o que são capazes de fazer. eu tive minha chance. ele teve a dele.

devido à problemas demográficos, tivemos que subir até o nono andar usando a escada rolante. o detalhe pitoresco da história é o fato de que a escada só tava ligada até o segundo andar. a prova era no andar NOVE. ou seja, as pessoas chegaram lá semi-mortas. mas enfim, quem se preocupa com isso?

tinha menos gente esquisita do que eu esperava. na minha sala tinha só uns seis estranhos [sendo que eu era um deles, hu]. tinha até duas japonesas. eu nunca imaginaria japoneses fazendo artes visuais. e eu tive oportunidade de conhecer melhor uma delas. sabe aquela disciplina intrínseca dos japoneses? ela era loira e não tinha nenhuma disciplina dessa. mas era legal.

aliás, eu sou uma pessoa interativa às vezes. mas obviamente não é uma interatividade como a que as vendedoras de roupas têm [quem pensou que eu sou igual elas vai ganhar um chute no saco]. é uma interatividade moderada. se algum estranho minimamente simpático fala comigo eu respondo e continuo o assunto [principalmente se esse estranho for pegável e/ou fodível]. porque às vezes eu até consigo ser legal com alguém.

meu pai iria me buscar depois da prova [até porque eu não tinha lembrado de pegar dinheiros pra me locomover]. terminei a prova e liguei pra ele, "daqui trinta segundos eu to aí, tchau". onde estaria o zorze? sei lá, mas chegou rápido demais. e então nós começamos a caminhar. e eu conversando com a tal japonesa loira enquanto a gente andava, até que ela atravessou a rua e eu lembrei de perguntar onde meu pai tinha estacionado o carro. enchi os pulmões de ar pra falar e antes que eu pudesse terminar a primeira sílaba ele me disse "a gente vai de metrô".

vejam bem, crianças, METRÔ. ele me fez andar de metrô no horário de pico, quando todo mundo termina seus respectivos trabalhos diários e pega o metrô para ir pra casa. agora tentem imaginar como é um metrô a essa hora. se a gente tivesse que entrar num metrô e descer no bairro desejado seria mais aceitável, mas nããão, tinha que trocar de linha. péssimo.

na barra funda deu um pouco de trabalho pra todo mundo caber no metrô, mas pelo menos tinha oxigênio. nas estações posteriores as pessoas nunca desciam, mas novas pessoas sempre entravam. às vezes entrava taaanta gente que a porta não fechava, então a pessoa que tava impedindo a porta de fechar empurrava todo mundo e entrava no metrô. definitivamente, o mundo precisa de metrôs maiores. e, já que estes estão todos podres, que troquem por maiores, hu. não lembro qual estação era, mas de repente o metrô parou sem prévio aviso. olhei na janela da frente: parede escura. olhai na janela de trás: parede escura. se eu tivese claustrofobia teria entrado em coma naquele momento. mas foi só um probleminha técnico de rápida resolução. pelo menos eu suponho que tenha sido, já que o cara que comunicava as coisas aos passageiros não falava a minha língua.


voltando ao assunto, chegou na estação da sé. por lá passava a linha azul que a gente tinha que pegar. juro, não precisei dar um passo pra sair do metrô. eu apenas parei de segurar no cano e a multidão me comprimiu e me arrastou pra fora. não usei minhas pernas pra nada, apenas me deixei levar pelo 'acaso'. e imagino que não preciso falar da parte dos aromas de fim de tarde num dia de calor extremo, néam? então, havia cheirinhos nada agradáveis lá. não quero lembrar.

que fique claro: eu nunca reclamaria de usar transporte coletivo assim. até porque vou ter que usar a vida toda [publicitária pobre mode: on], mas eu não merecia isso num dia que eu poderia andar de carro, néam? aiai, minha família me faz sofrer mais que a maria do bairro. tsc.

enfim, já falei muito por hoje.

Wednesday, December 06, 2006

oito boas razões para a criação de cotas e programas de inclusão social para provincianos.

se já inventaram cotas pra negros e alunos de escola pública e índios e bêbados e ornitorrincos, por que não inventaram uma cota para provincianos? acho pertinente. provincianos têm enormes bons motivos pra isso; e eu poderia listar centenas deles, mas deixarei só oito razões para a criação de programas de inclusão social para provincianos.

primeiro: provincianos não sabem ler com tanta facilidade quanto os civilizados. provincianos lêem uma média de cinco palavras por minuto; isso se as tais palavras não forem complexas como "papibaquígrafo" ou "paralelepípedo" ou "vermelho". eles confundem o 'v' e o 'f', colocam letras onde não tem e tiram de onde tem, aumentam o número de 'r' das palavras e não conseguem fazer concordância nominal e/ou verbal. enfim, isso é só um por cento dos problemas gramaticais dos pobres provincianos.

segundo: provincianos não têm a estrutura cerebral responsável pela interpretação das coisas. a história prova o fato com uma guerra que aconteceu em uma província distante no final do século XVIII. um civilizado escreveu uma mensagem para um provinciano que dizia "o céu está azul". então a tal província entrou em guerra com aldeia mais próxima dizimando ambos os grupos étnicos.

terceiro: provincianos não têm moradias modernas como as dos civilizados. provincianos moram em barracas confeccionadas com couro de égua verde e folhas de bananeira egípcia decoradas com pigmento de urucum. mas o termo "decoradas" não seria o melhor na situação, pois as pinturas provincianas nas barracas mais parecem cagalhões esmagados de passarinhos bêbados. provincianos não sabem fazer arte [e isso é deveras preocupante levando em conta o fato de que a arte é algo intrínseco de todos os seres humanos]. eles não têm nenhum senso estético; e essas manifestações pseudo-artísticas como as pinturas das barracas surgiram porque algum provinciano desocupado quis copiar algum índio vizinho.

quarto: provincianos não conhecem tecido. eles usam roupas de materiais retirados diretamente da natureza e, como ainda não conhecem a tecnologia da costura, colam as superfícies vulgarmente chamadas de "vestimentas" ao corpo com cocô de elefante. o que é deveras incômodo para os provincianos na hora do vestibular, pois na época em que ocorrem é o hell em quase todos os lugares e provincianos reduzem sua capacidade de pensar [que é cerca de treze por cento da capacidade de pensar dos civilizados] pela metade quando estão sentindo calor.

quinto: provincianos não possuem alimentação adequada. eles comem raízes de plantas silvestres, pamonha e carne crua de javali com lepra, e além de tudo não mastigam [a maioria dos provincianos não tem dentes, são retirados num ritual aos onze anos de idade]. eles também não possuem sistema digestório, ainda não chegaram a essa fase da evolução; utilizam-se da moela.

sexto: provincianos não sabem viver em sociedade, logo, não conseguem se comportar adeqüadamente na hora do vestibular. eles falam alto e sobem nas carteiras e mastigam o gabarito e enfiam o dedo no nariz do fiscal e soltam gases, causando diversos transtornos para os civilizados.

sétimo: provincianos não sabem usar canetas. eles estão acostumados a rabiscar o chão de barro da beira do rio com pedacinhos de pau e ficam perplexos diante das canetas raitéqui de hoje em dia. quando são agraciados com uma super bic azul começam a fazer traços desconexos sobre a própria pele, principalmente na testa.

oitavo: provincianos não sabem usar o gabarito. como era de se esperar, eles pensam que o gabarito é uma espécie de sistema pra avaliar o senso estético [que eles não têm]. e fazem desenhos esquisitos e disformes na folha de respostas do vestibular. estudiosos do assunto apresentam hipóteses de que eles tentam desenhar estrelas, mas a falta de coordenação motora os impede de fazer qualquer coisa minimamente parecida com uma estrela.

enfim, fica aqui o apelo para a criação de cotas para provincianos como eu que querem inclusão social e menor hegemonia dos civilizados.

ai.

Friday, December 01, 2006

extraaaa: da tortura na churrascaria ao constrangimento com as vendedoras interativas. a previsão do maior vexame do ano.

eu sempre sou arrastada para os piores lugares para fazer as piores coisas. fato.

e hoje me levaram para uma churrascaria. prestem atenção, crianças, uma CHURRASCARIA. logo eu que poupo a vida das vaquinhas e dos porquinhos e de tudo o mais que seja mamífero como eu. porque comer outro mamífero, pra mim, nada mais é do que necrofagia antropofágica. triste. mas não sou vegan, ainda como os pobres franguinhos. primeiro porque minha queridíssima tia acha que eu não tenho uma alimentação adeqüada [tsc tsc tsc] e posso morrer de anemia a qualquer instante, e segundo porque até gosto um pouco de comer os pobres franguinhos. mas tem um detalhe importante: frangos são classificados como aves e eu sou mamífero. notaram a enorme diferença entre nós? so, eu os como.

mas voltando ao assunto, uma churrascaria. chuuurrascariaaaaaaa. oh my fucking god, eu não mereço esse tipo de coisa. mas enfim, eu tava com a família fazendo compras em uma das cidades mais quentes do mundo e eles estavam cheios de fome e eu era extrema minoria. ou seja, impotência total diante da situação.

quando entrei na tal churrascaria e enchi meu prato de vegetaizinhos e não vi ninguém com pedaços de carnes fumegantes sangrando em espetos, até pensei que a coisa poderia não ser tão ruim. ledo engano. de repente milhares de garçons surgiram do nada com vacas mortas nas mãos. foi horrível! eles faziam fila pra tentar enfiar essas nojeiras antropofágicas [sim, como já disse eu chamo isso de antropofagia e você não pode discutir comigo, hu] no meu modesto prato de vegetais. e eles não paravam de chegar nunca, nunca. eu imagino que nunca tenha dito tantos não's em um período de tempo tão curto. mas, mesmo conseguindo manter as vaquinhas afastadas do meu prato e dos meus dentes o cheiro insistia em me assombrar. porra, carne assada fede. fede muito. e o fedor se espalha por todos os lados e invade as narinas dos pobres semi-vegans num raio de trinta quilômetros [com um módico exagero].

ainda bem que já inventaram a coca-cola. ela me consola nessas situações. tentei me concentrar na minha coca-gelo-e-limão-por-favor e a sensação de repulsa pelo cheiro da carnificina das vaquinhas foi levemente menor. só posso dizer que aquela tortura durou uma eternidade! mas acabou, enfim.

não posso deixar de ressaltar o lado bom da coisa [é, teve até um lado bom]. acabei controlando o tanto que comi, o que foi extremamente necessário na situação. e seria perfeito se eu não tivesse enfiado pra dentro setecentos mililitros de coca-gelo-e-limão-por-favor. não resisto. mas pelo menos posso ficar sem comer até semana que vem hoho. o motivo de ter que comer pouco é, por um acaso, o mesmo de ter ido até a cidade-hell: roupas. e como experimentar roupas com o cu cheio de comida? gorda gorda gorda com pânceps.

se tem, uma coisa que me irrita MUITO é vendedora de roupa interativa. tenho um certo medo de pessoas interativas em excesso e verdadeira ojeriza por vendedoras de roupas interativas. é irritante, muito. odeio experimentar a roupa com alguém do lado de fora gritando "deu certo, queridinha?". pior é quando você tá lá vestindo a roupa cheia de inocência no coração quando a famosa vendedora interativa abre a porta do provador bruscamente [malditos provadores sem trava] e te pega em uma posição não muito cômoda com a bunda branca quase pra fora do provador. e normalmente elas vêm de três pra cima de você, exibindo sua bunda branca pra toda a loja e ao menos pedem desculpas pela situação constrangedora. mas, felizmente essa situação da bunda pública não aconteceu comigo. e pra ser sincera eu até queria que acontecesse, seria uma oportunidade única pra mandar todas tomarem em seus respectivos cus. eu tava MUITO nervosa com a conversa delas. lojas medíocres, vendedoras interativas/entronas medíocres, roupas medíocres, vontade inexistente. mas eu sobrevivi! porra, por que é que todo mundo acha que só porque eu tenho ossinhos e um metro e oitenta de altura eu quero ser modelo? senhor meu cu com fritas.

e todo esse constrangimento porque queriam que eu me vestisse de menininha no ilustríssimo casório da senhora minha prima, que por um acaso vai acontecer no dia da divulgação da lista de convocados para a segunda fase da fuvest. to na bosta! terei duas opções: dar bafão ou dar bafão. se eu não passar [alternativa mais provável] vou ficar fucking tristinha e vou devorar litros e mais litros dos milhares de wisky's grátis pra esquecer as tristezas da vida. se eu passar [milagreeee!] vou ficar fucking alegrinha e beber muitos wiskyzinhos pra comemorar a minha quase-vitória. mais um detalhe pitoresco: eu não sei andar de salto. nunca vi necessidade em uma menininha de um metro e oitenta usar saltos gigantescos. e fiz a merda de comprar um saltão. em um dos extremos de humor, bêbada, de salto. é, não vai dar certo.

agora eu deprimi. não quero mais falar disso. hunf.